Rota do Arroz


  1. Percurso
  2. Descrição
  3. Mapa
  4. Fauna
  5. Flora
  6. Fotografias
  7. Comentários

Percurso

Rota do Arroz

Rotas do Litoral Alentejano

Perfil: Plano

Época aconselhada: De Outubro a Maio

Da Praia da Comporta até à Praia do Carvalhal, pela várzea, por entre arrozais.

Ext.: 10.6 km 03:00h Dificuldade: Gráfico da altitude:

515 pessoas gostam deste percurso.

Descrição


Da Praia da Comporta ao Carvalhal  (10,6 km)

Prossiga para sul, ao longo da várzea. Atravesse a povoação da Torre, na margem nascente da várzea, junto à Vala dos Quintais, e fronteira à Praia da Torre. Inúmeras cegonhas estabeleceram aqui os seus ninhos, com a complacência dos habitantes da povoação. Continue para sul.

Na várzea desenvolve-se intensamente a monocultura do arroz. O arroz é uma planta da família das gramíneas, e a terceira maior cultura cerealífera do mundo, apenas ultrapassada pelo milho e trigo. O continente asiático é responsável por 92% do arroz produzido em todo o mundo, mas na zona do rio Sado a cultura do arroz atingiu uma importância agrícola considerável desde a introdução do arroz na Península Ibérica, com a chegada dos árabes no século VIII.

O ciclo do arroz inicia-se em abril, com a limpeza e preparação dos campos, seguindo-se a sementeira. Em junho, os campos de arroz são adubados e depois é feita a monda, procedendo-se em setembro à ceifa, seguida da debulha. O arroz é depois seco, e em seguida descascado.

Na várzea, em dias calmos, pode-se ouvir a rebentação das ondas nas praias, escondidas pela duna costeira. A passarada, que se vai revezando ao longo do ano, é companhia permanente dos passeantes. Poderá ouvir, ao longe, cantar:

     Do Carvalhal à Comporta,

     Vou pela Vala Real

     À procura dos teus olhos,

     Que deles não há sinal.

Antes de chegar à zona dos Brejos da Carregueira, passe para poente da Vala do Juncal (em 38 19 24.75 N, 08 46 38.50 W), a vala mais ocidental da várzea. Continue para sul, ao longo desta vala, e depois para sudoeste em direção à Praia do Carvalhal.

 

From Comporta Beach till Carvalhal  (10,6 km)

The walk starts at Comporta beach, follow direction south along the coastal dune and go slightly down at 38 22 00 N, 08 47 26 W) direction the rice fields. 
This adventure is totally suitable for bird lovers.
You will be walking along an extensive floodplain. Your walk will be done from west to east, between the coastal dune and the ditch of Juncal, real ditch ( vala real )  and ditch of yards ( vala dos Quintais ).
 All of them are filled up by rice fields where a variety of different species of birds can be seen. those species will vary throughout the year.

  

Fotografias:

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Mapa



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Fauna


 Tal como na Rota Palafítica, o grande destaque neste percurso são as aves.

Os arrozais são utilizados por inúmeras espécies de aves que aproveitam os canais e as águas paradas para se alimentar dos pequenos animais aí existentes.

  A primeira ave que nos salta à vista é a cegonha-branca (Cicconia cicconia), tendo-se assistido nos últimos anos a um aumento acentuado do número de efetivos desta espécie no país, ao longo de todo o ano. Esta recuperação deve-se provavelmente ao efeito conjugado de diversos factores. Por um lado, o fim de um período de seca de várias décadas nas suas áreas de invernada africanas, e por outro à proliferação de uma espécie exótica invasora, o lagostim-vermelho-do-Louisiana (Procambarus clarkii), que na Península Ibérica passou a constituir a base da dieta das cegonhas em várias regiões. A ocorrência deste crustáceo permitiu que muitas centenas de cegonhas-brancas passassem a residir em Portugal, evitando a mortalidade associada à migração e invernada na África subsariana. Por outro lado, ainda, devido aos esforços de conservação dirigidos à espécie nas duas últimas décadas, designadamente a sua estrita protecção, e à sensibilidade ambiental do público em geral relativamente à espécie e ao esforço coordenado do ICNB, dos agentes sociais e económicos (com destaque para companhias de distribuição e transporte de electricidade) e das organizações não-governamentais de ambiente.

 

  Por vezes, bandos negros atravessam os céus, e ao se olhar com atenção podemos ver um bico comprido e ligeiramente curvo. É a íbis-preta (Plegadis falcinellus), que frequenta também regularmente os arrozais entre a Comporta e o Carvalhal.

  Das garças pequenas, temos a garça-pequena-branca (Egretta garzetta) e a garça-boieira (Bubulcus ibis). Com um porte maior, podemos avistar facilmente a garça-real ou garça-cinzenta (Ardea cinerea), que levanta voo do seu esconderijo nos canais assim que sente os nossos passos. Mais dificil de ver, temos a garça-vermelha (Ardea purpurea), com os seus tons avermelhados. Atualmente a sua população está a diminuir, e por isso tem estatuto de conservação "em perigo".

 

 

  Na categoria dos passeriformes, a gralha-preta (Corvus corone), com o seu distintivo palrar, surge pousada nos caminhos ou a voar. Nos pés de arroz ou pousados nas plantas que ladeiam os arrozais veem-se a laverca (Alauda arvensis), a petinha-dos-prados (Anthus pratensis) e o chapim-de-mascarilha (Remiz pendulinus).

 

 

 

 

 

 

  Fora da vista, mas “perto” dos ouvidos, temos as rãs-verde (Rana perezi), e, além do seu coaxar, é possível ouvi-las chapinhar quando saltam para dentro de água à nossa passagem.

 

 

Flora


Aqui, o grande destaque são os arrozais que nos rodeiam durante cerca de 10 km.

 

  O arroz é um bem essencial à alimentação do Homem, e faz parte da sua dieta há muitos séculos. A orizicultura é uma actividade agrícola associada a climas quentes e húmidos e necessita de condições específicas para a sua produção. A zona do Estuário do Sado apresenta condições propícias para o seu cultivo. 

   A sua origem em Portugal terá ocorrido quando os muçulmanos penetraram na Península Ibérica, no séc. VIII, trazendo novos aperfeiçoamentos na agricultura e novas técnicas de rega. A sua adopção pelos árabes esteve na origem da sua expansão para o Ocidente. Em Portugal, a cultura do arroz começou a impor-se no ínicio do século XX.

 

  O arroz cultivado é uma planta herbácea incluída na classe Liliopsida, ordem Poales, família Poaceae, género Oryza. É uma planta da família das gramíneas que alimenta mais de metade da população humana. É a terceira maior cultura cerealífera do mundo, apenas ultrapassada pelo milho e trigo. É uma gramínea anual adaptada ao ambiente aquático.

  O ciclo completo dura mais ou menos 5 meses. Em Portugal vai desde meados de Abril até Setembro, mas, dependendo das regiões, pode variar um pouco, já que devido às condições dos terrenos a sementeira não é feita na mesma altura. A duração do ciclo depende também de fatores como a temperatura do ar, a temperatura da água, o nível de radiação solar e a duração dos dias.

 

 

   O arroz passa por vários períodos:

 - Período vegetativo: germinação, crescimento e afilhamento.

 - Período reprodutivo: início de formação da panícula ou encanamento, emborrachamento, espigamento ou encabeçamento, e floração.

 - Enchimento do grão e maturação: formação do grão, acumulação de amido e perda de humidade.

 

 

  Chegado a esta fase, procede-se à ceifa. Depois o arroz é sujeito a secagem. Mais tarde procede-se ao descasque para obter o arroz branco.  

 

 

 

 

 

 

 

 

Baseado em:

Revista abolsamia

Pequena História do Arroz no Concelho de Alcacer do Sal

 

Fotografias


Início do Percurso

Praia da Comporta

Fim do Percurso

Praia do Carvalhal

Herdade da Comporta

Passando a vala

Brejos da Carregueira

Novos-velhos habitantes

Saída da Praia da Comporta

Vista sobre Comporta e os Arrozais

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